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O Fenômeno Måneskin: Revista Glamour (02/2018)

Atualizado: 19 de mai. de 2022


Disclaimer: transcrição e tradução da matéria e entrevista feita pela revista GLAMOUR ITALIA ao Måneskin, publicada em 26 de Fevereiro de 2018..
SPOTLIGHT – Fenômeno Måneskin:

Todos os aclamam.

Todos os querem.

E eles escolheram Glamour.


“A banda revelação do The X-factor conta sua história. E prometem estar juntos daqui a 50 anos. Com vocês: os Måneskin. “I fantastici 4”.




Um single composto em 15 minutos e elevado a disco de platina em algumas semanas (entenderam ‘Follow me, Follow me now?’). A turnê, que começa na Perugia em 17 de fevereiro, esgotou em quatro horas. Milhares de fãs de todas as idades capazes de ficar no frio o dia inteiro por um autógrafo. Poucas histórias: o grupo Måneskin é O FENÔMENO musical saído da 11° edição do The X-Factor. Ficaram em segundo lugar no talent show da Sky, primeiro lugar entre as músicas mais tocadas – deixando Vasco Rossi e os U2 para trás.

As pessoas “devoram” os 4 meninos de Roma. E eles – Damiano David, Victoria de Angelis, Thomas Raggi e Ethan Torchio - “devoram” o palco, sem ser artistas experientes. Quando eles estão na sua frente, você esquece que são artistas muito jovens: o cantor Damiano acabou de festejar seus 19 anos (no dia 8 de Janeiro, junto com David Bowie) e o guitarrista Thomas Raggi fez 17, a baixista “Vic” e o baterista Ethan estão próximos dos dezoito. Não que eles mostrem ter somente um ano de idade de diferença, mas existem pessoas de 40 anos que são muito menos maduras, menos seguras e menos “sedentos”. E muito menos sem escrúpulos. Dessa forma, enquanto alguns se perguntam se eles são ‘realmente prodígios’ ou ‘realmente terríveis’, o Måneskin acumula recordes atrás de recordes.

Você nota neles a falta de pudor, a atenção aos detalhes, as ideias claras. Principalmente nas roupas. O frontman não deixa de lado os cuidados com o cabelo: “Cabelos lisos, e apenas lisos. Eu disse aos diretores do The X-Factor: ‘Pessoal, se pretendem cortar meu cabelo, vamos todos para casa agora”. O místico do grupo (Ethan) prefere usar tranças. O pequeno gigante do riff (Thomas) fica orgulhoso com suas unhas pintadas de preto e, na mão esquerda, anéis que formam as letras “C O B R A” - seu apelido. A fêmea alfa da banda (Victoria) escolhe meias arrastão com um tecido estritamente solto: “Nós nos expressamos através da música e da moda”.


 
ENTREVISTA:

Vamos começar com a música. Qual é a primeira melodia de que vocês se lembram na vida de vocês?

D: “Salirò” de Daniele Silvestri.


V: As músicas reggaeton que a babá peruana escutava, e um trecho de guitarra tocado por um garotinho em um filme dinamarquês muito ruim. O título traduzido era “Os filhos da minha irmã”, ou algo assim. Me deu a vontade de começar a tocar sendo autodidata. O baixo veio depois, no Ensino Médio, quando frequentei a escola musical.


T: Eu também tenho uma lembrança muito vaga, de um cara realmente muito bom com a guitarra. Estava em uma loja que vendia o instrumento. Eu devia ter 9 anos e pedi ao meu pai para me comprar uma [guitarra]. Poético, não é?


E: No meu caso, é mais que uma melodia, se trata de uma série de videoclipes. Aqueles da MTV, que minha mãe colocava no fundo enquanto preparava o almoço.


Com o que seus pais trabalham?

D: Os meus são assistentes de voo.

E: Minha mãe é dona de casa. Papai é diretor de filmes, documentários, comerciais, campanhas publicitárias...

T: Meu pai trabalha comercialmente com um escritório de telecomunicação, minha mãe trabalha em uma ONG.

V: Papai é proprietário de uma agência de viagem. Minha mãe não está mais entre nós, ela era dinamarquesa.

E é de lá que vem o nome “Måneskin”.

V: Precisávamos de um nome para participar do concurso Pulse: eu comecei a falar palavras em dinamarquês sem parar. Significa “Luz da lua”.

Como vocês se tornaram um grupo?

D: Somos fruto da casualidade total. Afinal, Thomas e Vic já tinham uma banda com outras duas pessoas...

T: Nos chamávamos Psycho Playground. Mas, tanto a voz quanto a bateria estavam para sair. Testamos Damiano e no dia seguintee encontramos Ethan em um grupo do Facebook.

E: Na época eu fazia parte de um duo. Até propus de colocarmos o meu parceiro no grupo, mas o Måneskin nasceu em quatro e permanece em quatro.

A primeira vez foi difícil?

V: Ethan se apresentou com uma calça de moletom curta, parecia um pijama de cauda baixa e bigodes. Admito que eu pensei “não pode ser ele”

D: Ele também estava de sandálias com meias. Inaceitável.

E: Ok. Eu não estava aceitável.

Desilusões de estilo à parte, a sintonia musical entre vocês surgiu de cara?

D: Em uma semana de ensaios, já nos sentíamos prontos para nos apresentar para um público.

Nunca tinham se apresentado, nem sozinhos?

V: As apresentações da escola contam? Eu toquei Smoke on the Water dos Deep Purple na apresentação do terceiro ano.

T: Eu já estava no quinto ano quando estive no palco.

D: Eu estava no colégio e interpretei Your Song do Elton John.

E: Eu tinha 12 anos e era aluno da escola musical Sonoria di Castelli, uma cidadezinha quase perdida na província de Frosinone: lá eu recebi o básico para poder tocar.

D: De certa forma, a bagunça começou no momento em que nos juntamos.

“Nos juntamos” faz pensar no amor.

D: Uma banda é uma família, até mais que isso, um casamento: se briga e se faz as pazes, se vive em simbiose sob o mesmo teto.

Vocês têm uma casa só para vocês?

T: Ainda não, mas em breve terá uma Måneskin House.

Quem é o mais doce, categoricamente?

E: Eu sou sensível.

T: Mas Ethan, durante os problemas você sempre tem a abordagem certa. Vic sempre se preocupa com os outros, até demais. E Damiano... tem uma lógica por trás de casa ação dele, mesmo que por fora pareça uma babaquice.

E: Ele é uma espécie de camaleão ao contrário: se não se adapta a cor do ambiente, assume uma cor que seja completamente dele. Por exemplo, se o ambiente é roxo, o amigo se torna rosa. Enfim, é maneiro!

Voltamos para a bagunça.

D: Nós arrasamos juntos: tocamos na rua, nos centros comerciais, em lugares horríveis - pequenos lugares em Roma, em Faenza, na Dinamarca... em todos os lugares.

E: E sem esquecer os concursos em que vencemos.

T: A primeira apresentação de nós quatro: no colégio em que estudávamos eu e Vic, que é o Virgilio e não o Kennedy – como alguns jornalistas escreveram.

V: Depois de um ano, o de 2016, precisávamos dar um salto de qualidade.

Ou seja, X-Factor. Quem teve a ideia de participar das seleções?

Em coro: Um pouco de cada um.

T: Ficamos pensando nisso por três dias, consultamos amigos e consideramos os prós e contras.

Quais eram os contras?

D: Ficar taxados a vida inteira como o grupo que participou de um talent show ou, pior ainda, ter que mudar. Desnaturar nós mesmos para nos adaptarmos às regras do programa.

Vocês tiveram o apoio dos pais?

V: Eles nos deram apoio desde a primeira hora. Estão felizes porque nos vêem felizes.

Esperavam estar na equipe de Manuel Agnelli?

E: A banda dele, os Afterhours, é uma das minhas favoritas. Especialmente o último álbum, a faixa “San Miguel” é potente.

D: Não conhecendo tanto ele, eu tinha medo de que tivesse uma mentalidade mais fechada. Porém, passados três minutos, eu percebi que seria a nossa maior sorte.

Ainda assim, vocês não venceram: por qual motivo?

D: Não nos perguntamos isso em nenhum momento: tinha que ser assim.

V: A Itália não está pronta para isso! (ri)

Qual foi a primeira coisa que vocês fizeram assim que se desligaram as luzes do The X-Factor?

V, T, E: Shopping!

D: Sexo. Eu posso dizer isso?

Muitos “filhos” de Talent Show desaparecem rapidamente. Têm medo de que isso aconteça com vocês?

T: Não faz sentido viver uma experiência tão legal estando com medo.

D: Os “meteoros” erraram algum passo, não quiseram realmente continuar. Talvez tenham se contentado. Não é o nosso caso, somos terrivelmente caprichosos: não com os outros, com nós mesmos. Nunca perdemos o nosso objetivo de vista: quando uma coisa está se saindo bem, a próxima vez que fizermos tem que ser ainda melhor.

Se X-Factor não tivesse selecionado vocês, tentariam Amici di Maria di Filippi?

D: No lugar do macacão branco ou azul, fico com a de estampa de leopardo.

Se nasce estilosos?

T: Eu comecei a experimentar graças a Vic e Damiano.

D: Uma vida atrás, eu era uma pessoa diferente: tinha cabelos curtos e precisos. Jogava basquete, não cantava. E, então, a revolução: mérito de um grupo de amigos loucos, que me estimularam a ser da forma que eu gostaria: no início eu andava um pouco deslocado, me escondia para evitar comentários gratuitos que me deixavam ansioso. Em um certo ponto eu entendi: Quem tem que se esconder é quem grita certas coisas para mim.

Onde fazem compras?

T: Não temos nenhum lugar específico.

Algumas peças dos seus guarda-roupas, tipos os casacos de pele e as camisas de estampa vintage, parece ter saído de um guarda-roupa feminino.

D: Os 2% das nossas roupas vêm de lá. Se minha vó tivesse sido estilosa, ela também teria tido uma banda. Ao invés disso, com sete filhos, ela se ocupou de cuidar da casa.

Estão prontos e preparados para a turnê? Vinte e um shows não são pouca coisa...

D: Além dos covers e das músicas do EP [Chosen], apresentaremos músicas inéditas, também em italiano. No The X-Factor não nos limitamos a não tocar músicas caseiras, porque não existe um artista que queiramos fazer uma releitura. O nosso gênero é uma novidade, defini-lo é impossível e limitante.

Para vocês, quem são os sagrados?

V: David Bowie

T: Jimmy Page

D: Micky Jagger

E: Gandhi

Como?

E: Gandhi foi a demonstração viva de que a força de vontade te leva longe. E isso também vale para a música.

E longe significa: duetar com Micky Jagger ou abrir o Superbowl?

E: Duetar com Micky Jagger no Superbowl.

Qual é o featuring que vocês sonham por agora?

Todos: Ghali é inovador.

Terá alguém fazendo o show de abertura para vocês [na turnê]?

V: Somos egocêntricos, mas no futuro podemos dividir o palco.

Quando acabar a turnê, qual será a programação?

D: Iremos a um retiro espiritual e escreveremos, escreveremos, escreveremos...

Por agora vocês não vão voltar para a escola, não é?

D: Mais para frente espero que sim

T: Sempre tentamos conciliar os estudos com os ensaios, mas chegamos em um ponto em que devemos nos concentrar em apenas uma dessas coisas.

Vocês se saiam bem no colégio?

T: Rasgava para tirar um 6. Em Filosofia eu tirava 8: sempre gostei mais das matérias de humanas.

D: Eu era uma vergonha, não me dedicava. Regras e rotina me sufocavam. Eu consegui tirar 0 em uma prova de Química porque entreguei a prova amassada. Moral da história: duas falhas, três com a que está por vir.

V: Oscilo entre as notas 5 e 7.

E: Minha média é 8, mas não sou nerd.

É melhor estudar música.

E: Por questões de tempo, até isso ficou complicado.

Vasco [Rossi] tem razão quando diz que as músicas se escrevem sozinhas?

T: Com “Chosen” foi assim.

Em um flash ela nasceu, e em um flash se tornou a trilha sonora da publicidade de automóveis.

D: De repente Vic improvisou “tututu” com o baixo. Nós: “Uau! Que maneiro, que corte! Vamos colocar em alguma coisa”; “Sten tetecheten” e, depois, coloquei as palavras. Tempo: um quarto de hora. Quem dera fossemos sempre instintivos e velozes dessa forma.

E como é?

T: Nos reunimos em sessões de 6 horas para encontrar a magia.

Sempre começam pelo instrumental?

V: Depende. “Recovery” surgiu a partir do texto.

D: Nós não compomos quando queremos. Vem uma espécie de iluminação divina.

Qual é a maior fonte de inspiração?

D: As experiências e as emoções que sentimos.

O amor está incluso?

V: Amor e sexo são os principais guias de Enrico Nigiotti [terceiro colocado no The X-Factor]

Victoria e Damiano, estão juntos?

Em coro: Não. Não estamos comprometidos, somos exigentes.

Måneskin daqui a 50 anos?

D: no palco, tocando juntos com leggings e calças de pele super skinny, tipo Micky Jagger. Ainda solto e articulado.

Ainda estarão juntos?

Em coro: ainda estaremos juntos.

 

Tradução: Juliana Galvão | Portal Måneskin Brasil © 2022

Original: Chiara Oltolini | GLAMOUR ITALIA © 2018


Todos os direitos reservados a GLAMOUR ITALIA.

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